terça-feira, 28 de dezembro de 2010

passado presente futuro

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Todo acontecimento tem uma história que precede o fato.
Em 2007 criei um blogue, recantodasformas, hoje na batidadoprego.
Depois veio o cantodasformas, hoje, este aosabordotoque.

Marcelo Carota, Sandrinha Camurça e Valdisnei, grata, por me cutucarem pra que eu criasse o Recanto.

Dos passantes por aqui, de lá pra cá, muchas grácias, pelas palavras.
Marcelo F. Carvalho, Sandra Camurça, Jens, Jean Scharlau, Pirata Z, Halem Souza, Moacy Cirne, Sandriiinha, Janaina, Fernanda Passos, Gustavo Chaves, Adelaide Amorim, Roy, Acantha, Ane Brasil, B, Clarice, Do outro lado do mar, Sombra do Sol, Odele Souza, David Santos, Declev, Curupira, Loba, Mari Timm, De Vendetta, Aline Christall, Ceci, Hawai, Jacinta Dantas, Claudinha, Cecília, Índia, Soninha, Zeca, Sérgio, Fabiano Rabelo, Milena, Lino Resende, Renato Couto, Fernanda, Dácio Jaegger, Sô Doida, Kátia Corrêa, Canto da Boca, Cris, Belle Rodrigues, Um Z Ninguém, Guto Respi, Vieira Calado, Líria Porto, Putas Resolutas, Asperatvs, Nina Rizzi, Assis Freitas, Marcello, Jorge Pimenta, Marcone Procópio, José Sousa, Mariê, Janaína Cruz, Cris de Souza, Euza.

Para os passantes de leitura e de ouvir um som, “Gosto de imaginar seus olhos dançando em cima das minhas palavras(B)”, e das palavras de quem trago.
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Para @s anônim@s , o que escrever me incluo, lembrando os momentos em que me vali do anonimato, nalguns bilhetinhos e noutras cartas.
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Para os “semserviço clique here”, vão arranjar outra coisa pra curtir o tempo.
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E @s que vierem, sejam bem vind@s.


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O Som!!!!

Cantamos sempre esta música, Cebola Cortada de Clodô e Petrúcio Maia.
Neste vídeo, só canção.

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manifesto alfabélico

(em memória de Paulo Freire)

(poema vermelho – lau siqueira)
http://poesia-sim-poesia.blogspot.com/


sentir as palavras
e aprender
o destino de cada uma

comê-las com fome
de quem devora os
próprios sentidos

e depois arrancá-las
dos poros através
dos pelos

é assim...

a poesia é o começo
da linguagem

um não-lugar onde
a leitura é o derradeiro
ato da invenção


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INTÉ, UM ABRAÇO UM BEIJO

Minhas despedidas
se enchem de braços mãos
boca olhos nariz
Minhas despedidas
se abrem em órgãos sentidos
Minha despedida sou eu
inteiramente despida
Só esperando...
O momento...
Hoje
Amanhã é outro dia
(ago/2009)

e daqui a quatro dias é outro ano



Saudações vermelhas em todas as línguas e gestos!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Caros Amigos – Especial - nov/07
Pós-humano
O desconcertante mundo novo




Transcrevo, da coluna ‘tempo e filosofia’, alguns trechos da entrevista(de suas respostas), feita por Thiago Domenici a Olgária Matos.

É Preciso Reconquistar o Tempo

Olgária Matos,(...) filósofa. Nesta entrevista(...) ela fala do ‘conceito de tempo e suas mutações no mundo contemporâneo’.(...). Uma visão instigante sobre os dias de hoje.

No mundo contemporâneo, a impressão que dá é que existe um ‘não tempo’, uma experiência do tempo que não passa, porque ele não se faz mais com experiências. Na verdade experiência supõe uma relação de conhecimento com valores e acontecimentos do passado que são transmitidos das formas mais diversas.

Além do que a modernidade, a partir dos séculos 17 e 18, começa a elogiar a paixão – a paixão é o excesso, e a nossa cultura valoriza o excesso.

Com o advento da luz elétrica, no século 19, o dia passou a ter 24 horas, o trabalho noturno entrou com uma voracidade de consumir todas as forças do homem, até o fim.

... mas o que era o tempo livre? Era um tempo totalmente autônomo com relação às necessidades materiais da sobrevivência, um tempo em que você se dedicava à contemplação, por mais indefinida que pra nós seja esta palavra contemplação.

Hoje não temos mais essa idéia de tempo livre, já é preenchido de coisas, então você tem um tempo inteiramente especializado, não é mais qualitativo, ele não diz respeito a propriedades representativas de um acontecimento, de uma pessoa ou de um desejo. Essa idéia de que você não tem tempo é a forma mais perversa da alienação. Marx já dizia isso, a forma mais perversa não é a alienação do trabalhador com relação ao produto de seu trabalho e ao sentido do trabalho, é a alienação do tempo, você não ser senhor do seu tempo, você é determinado pelo tempo das coisas e não escolhe mais a sua vida.

Ora, o capitalismo produz a carência, ele não quer preencher uma necessidade, quer criar necessidades ao infinito.

E como a gente fala de futuro? Fala em mercados futuros, o futuro virou mais um valor de troca. Então quando se fala: ‘os jovens não têm expectativa de futuro’ – não têm um monte de coisa porque não têm expectativa de futuro e não sabem o que fazer com o tempo. Porque esse capitalismo produz uma cultura e uma educação cuja atividade cerebral é próxima a zero.

A ciência não pensa. Ela faz. O mundo contemporâneo não pode ter filosofia, porque a filosofia pensa o pensamento. A ciência deveria pensar a ciência.

Mas esse capitalismo é inimigo do pensamento autônomo, é inimigo da liberdade, é inimigo da vida feliz e da vida justa. E não é um capitalista, é o capitalismo!

Você não tem todo o tempo da educação, que é o tempo de aprender a lidar com o tédio. Porque o tempo não existe, você tem que passar rápido para outra coisa.
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Saudações em todas as línguas e gestos!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

desenhos e frases

"Voilà! À vista, um humilde veterano vaudevilliano, apresentado vicariamente como ambos vítima e vilão pelas vicissitudes do Destino. Esta visagem, não mero verniz da vaidade, é ela vestígio da vox populi, agora vacante, vanescida, enquanto a voz vital da verossimilhança agora venera aquilo que uma vez vilificaram. Entretanto, esta valorosa visitação de uma antiga vexação, permanece vivificada, e há votado por vaporizar estes venais e virulentos verminados vanguardeiros vícios e favorecer a violentamente viciosa e voraciosa violação da volição. O único veredito é a vingança, uma vendeta, mantida votiva,não em vão, pelo valor e veracidade dos quais um dia deverão vindicar os vigilantes e os virtuosos. Verdadeiramente, esta vichyssoise de verbosidade vira mais verbose vis-a-vis uma introdução, então é minha boa honra conhecê-la e você pode me chamar de V."


"Você usa tanto uma mascara que, acaba esquecendo de quem você é."

"Não existe coincidência, apenas a ilusão de uma coincidência."



"Um símbolo sozinho pode não representar nada, mas se todos se juntam, um símbolo pode significar muito, pode significar a mudança de um pais"
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"Estás temeroso de ser o mesmo em teu próprio ato e valor de que em teu desejo? Não terás o que mais estimas , o ornamento da vida , e viverás um covarde em tua própria estima, deixando "Eu não posso" ultrapassar "eu farei", como o pobre gato no adágio?"... És um homem".


"Eis que me fiz de santo quando na verdade era o demônio"
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"Esconda-me e seja meu ajudante pois tal disfarce por acaso vai tomar a forma do meu propósito."


"Um homem pode morrer, lutar, falhar, até mesmo ser esquecido, mas sua idéia pode modificar o mundo mesmo tendo passado 400 anos."
"Ainda que nossa integridade valesse pouco, era tudo o que tínhamos"


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"Suas bombas não matam nossa fome, mas alimentam nossa desgraça."

"Igualdade, justiça e liberdade são mais que palavras; são perspectivas!"

"O povo não deve temer seu estado. O estado deve temer seu povo."



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=> Todos os desenhos(clica que amplia) foram feitos, tirados da revista V de Vingança. No terceiro, a máscara pendurada, o escrito, eu escrevi. Nestes dois últimos, o que parece um mar e os cabelos, e aquelas montanhas com olhos e nariz são de minha imaginação.

=> Tinha sob meus cuidados um exemplar dos antigos, desta revista, me roubaram (ô amolação!), então estas frases trouxe da internet.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Turbilhão - Fernanda Passos

Não quero saber desses redemoinhos que agitam as noites trazidas no peito. Noites? Mas é dia! Não. Breu meu interior. Quero óculos escuros com proteção UVA/UVB, para impedir que a radiação emitida pela angústia corroa essas retinas que ainda extrapolam o vazio que carrego. Os cílios precisam ser bem cuidados -varrem a poeira de tudo que encontro pela frente. Droga de pensamentos confusos! Que texto é esse? Ah! Estou tentando falar do turbilhão que sacoleja as entranhas, cerração da alma. É dia! Fico pior durante o dia. A claridade ofusca as pestanas carcomidas pelas traças que se acumularam ao longo de minha cegueira e as pupilas que tanto protejo, mofadas pela umidade das lágrimas constantes escorrendo no leito de meus ais. Hoje bateu vontade de olhar pra trás, cruzar outras veredas. Anseio de escancarar janelas, vislumbrar novos horizontes. Madrugada! Nas noites insones divago alucinada, querendo fazer da vida passada o que não mais pode ser. Vou esperar a aurora. Quem sabe, ao acordar desse devaneio real, possa sentir o cheiro do vento trazendo boas novas. Talvez o calor da estrela tenha gosto de novos abraços. Meus braços dando voltas em mim. Fungos morrendo e bactérias vencidas pelo antídoto que hei de encontrar. Se meus óculos com proteção UVA/UVB permitirem ver o sol raiar.
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* A Fernanda há um tempo que não faz postagens nos blogues que ela criou, mas para o gosto, não os desativou, e ainda bem, pois podemos ler/ver o que tem por lá.
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Eu gosto. Muito. Gosto da noite, de olhar as pessoas dentro dos carros, inventar suas histórias.

Gosto do movimento da boca quando alguém conta uma coisa qualquer. Gosto quando ainda insistem em pedir comida japonesa. Gosto de errar o caminho, e no final, descobrir outro melhor. Gosto do insinuado, sussurrado, apontado. Gosto tanto e gosto sempre dos três segundos antes da música começar.


Gosto de filmes que terminam com uma estrada. Também gosto de receber um sorriso primeiro. Do barulho da água depois do mergulho, sentar na calçada e tomar um pouco de sol. Gosto de ver o desenho se formar no papel. Rir sozinha por ter o que lembrar. Telefonemas de madrugada.

E vou gostando. Gosto da idéia de gostar, pensar que uma mão faz questão da minha. Gosto de imaginar seus olhos dançando em cima das minhas palavras. Gosto da flor na minha janela. Gosto. Muito.
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* O Professor Marcelo, do Resumo da Chuva, é um ótimo pescador, e ele guarda verdadeiras pérolas preciosas, como esta.
Este texto que trouxe pra cá, de uma moça, B, do blogue www.ladoxlado.blogspot.com
, que infelizmente está limpo de suas postagens, só uma despedida.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Um Som!

Edge Of Seventeen - Stevie Nicks



Tradução que não fiz:

Limite dos Dezessete

Assim como a pomba de asas brancas
Canta uma canção
Soa como se ela estivesse cantando
Whoo... whoo... whoo...
Assim como a pomba de asas brancas
Canta uma canção
Soa como se ela estivesse cantando
Oh, baby, disse...

E os dias passam
Como um fio no vento
Na rede que é minha
Eu começo outra vez
Disse ao meu amigo, baby...
Que nada mais importava

Ele não era mais...do que um bebê naquela época
Bem, ele parecia estar com o coração partido
Algo dentro dele
Mas no momento que eu coloquei os olhos nele pela primeira vez
Completamente sozinho
No limite dos dezessete (anos)

Eu fui hoje... talvez irei outra vez...
Amanhã
E a música lá era, de forma assustadora,
Familiar
E eu vejo você fazendo
O que eu tento fazer por mim
Com as palavras de um poeta
E a voz de um coral
E a melodia... Nada mais importava

As nuvens... nunca esperam isso
Quando chove
Mas o mar muda de cor
Mas o mar...
Não muda
E então...com o fluxo...graciosamente lento...
da idade
Eu fui adiante...com uma idade velha
Desejo...para agradar
No limite dos dezessete

Então de repente ...
Não houve... pé esquerdo
Na sala ... yeah yeah ...
Em uma inundação de lagrimas
Que ninguem jamais ouviu a queda de todos
Oh, eu fui procurar uma resposta
Encima das escadas... e no fundo da sala
Não para encontrar a resposta
Apenas para ouvir o chamado
De um pássaro da noite... cantando
Venha... Venha...

Então eu ouvi você na manhã
E eu ouvi você
Ao cair da noite
Às vezes para ficar perto de você ...
Estou incapaz de ouvir você
Meu amor
Estou alguns anos mais velha que você

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Penso, logo existo.
(René Descartes)
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Penso, logo os, Fia?
Penso, logo contradições
Penso, logo sinto
Penso, logo sou
Penso, logo chata
Penso, logo tento
Penso, logo pastelo
Penso, logo vou
Penso, logo lerdo
Penso, logo sempre
Penso, logo nunca
Penso, logo tudo
Penso, logo nada
Penso, penso, penso
Logo, logo, logo
Logo, penso
Penso, logo
Chega
(27/11/10)


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Galinheiro feito de tábuas e pequenas toras
Galinha de fundo de quintal
Por as frestas não passa
Tem asas e não voa alto
Mesmo assim
Mês a mês
As plumas são podadas
Pois do poleiro alça
Pra fora
Além da cerca
Num pequeno vôo
Por isto
Tesoura nas penas
Não sabe o senhor nem a senhora
Que ela vai e volta
Quando quer
Por o buraco ciscado
Abaixo dos fincos
Que dá minhocas e passagem
(22/10/10)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

da loucura

A vontade de gritar
Quem de vocês será louco o bastante
Para me ver ou ouvir?
Tudo aconteceu faz tanto tempo!!!
O que me faz querer aquela dor

O físico não entende nada disto
Correntes
Movimentos
Quedas:
A lua – você conseguiu
Tente mais uma vez

(*)


Deus!
Você pergunta-se – existe Deus?
_ Vá ao Recanto!
A concordância da Natureza
_ Acaso tentastes experimentar o mistério?
As crianças com suas professoras
Passam à procura do lobo mau
Alteraram sua índole
Agora, elas seguem a trilha
À procura do caçador

Um rangido:
Pode ser uma porta
Daquelas de filme de terror
Ou,
Na estrada, um carro de boi
Ou,
A porteira que abre
(*)


clicando na imagem ouvirá um SOM que escuto no rádio, de quebra, o clipe


O vento, como estava ventando agora há pouco
O agora há pouco, é porque ele parou de ventar
Voltando,
Foi o primeiro acontecimento
Eu dizia? Não, eu pensava:
O vento conversa com a árvore
E traz o barulho das cachoeiras
De repente, ele se agita
E vejo uma formiga morta
Oh! Divina e bela loucura!
A caminho de quem andas?

A descoberta de uma das origens
Asa...
As portas do tempo
A abertura das portas do tempo

O pensamento é a fala da criação
A existência é simples e perfeita
Estarei te esperando
No alto gelado
Pico dos Alpes dos Pirineus
Onde tudo é branco
E onde serei confundida com a neve
Porque a neve é branca
(*)




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Em quantos podemos nos tornar?
Estar em um lugar e ser muitos
Estar em todos e ser um só
A fala que ninguém ouve
Um cachorro late
Em presença da mudança de cor da lua
O vento está brando
A árvore se aquieta
Qual é a ordem da natureza?
Ela segue o ciclo
Ciclo... ciclo... ciclo...
A ordem da natureza é...

Acorde!!!!
Você está sonhando
_ E se continuar sonhando?
Sonho:
_ Até onde me levarás?
Ouço o tic-tac de um relógio
A loucura é um estado admirável do ser
Qual o conceito da loucura?
Quem são os loucos?
Loucos,
Loucos,
Todos são loucos!
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(*) Ajuntamentos de palavras feitos em Viçosa em 94/95.
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imagens: Gnalrs Barkley imagens