sexta-feira, 1 de abril de 2011

para aquém da indignação

Por dentro, uma angústia, uma tristeza, um sentimento de um ser nada, útil pra encher o saco de vazios estranhos. Trago pra cá estas malditas(*) palavras, que um dia ousei transferir para o papel.


. Achei mais este, do que chamei, assim eu escrevia, enfiado no meio de páginas.


clica que amplia

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Nos versos, de papéis, quando vier a inspiração, farei desenhos ou deixá-los-ei como estão, limpos. Viajando nas profundezas atuais e considerando-me inculta: Dos altos montes verdes caio nas misérias famintas, sedentas mentes impotentes. Lá, o sol está longe de ser adorado. Lá, ele não passa de estrela de quinta grandeza. (1997)



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1º A + J + U + N + T + E


D + E


L + E + T + R + A + S


P E S S O A L


Não sou nada nem ninguém


E nada mais me resta


A não ser mudar minha aerodinâmica


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Trecho de uma postagem antiga

Quando, na época da Santê, numa conversa com os meninos punks, o Gauba vira e fala que a solução para a sobrevivência do planeta seria a extinção do ser humano, aí minha cabeça explodiu. O impacto não é brinquedo não.



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(*) Quando a Rádio Comunitária Santê FM foi violentamente fechada, montávamos de segunda a sexta uma barraquinha, destas de feira, na Praça Sete, centro de Belo Horizonte, para recolher assinaturas contra o fechamento. Montar as ferragens não era muito fácil. Um dia de chuva cheguei à praça, depois do trabalho, e tava lá o pessoal debaixo de uma barraca toda torta e com o toldo despencando e tod@s molhados. Dias depois nos reunimos, muita gente, a Mariana punk pede a fala, e fala de todas as assinaturas que recolhemos todos os dias na maldita barraquinha.

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4 comentários:

Assis Freitas disse...

teus fragmentos pululam na página prenhes de vida,


beijo

Vais disse...

Putz, Assis,
ai moço, cadê o que dizescrever

beijo no coração

Jens disse...

Fascinante conhecer os meandros da tua inquietude existencial.

Beijo, Vais.

Vais disse...

Sabe, querido Simpático,
tem hora que toda esta inquietude me torna tão estranha a mim
beijo carinhoso prati Jens