sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Das intimidades


imagem: net

Chove muito e mesmo entre uma estiada e outra, o céu fica carregado das nuvens carregadas de água e olho pro céu encoberto e a chuva torna a descer. Quanto mais de água tem pra cair nestes dias?
Terminei de ler o livro O Código Da Vinci de Dan Brown, que livro bom e quanta  riqueza de informações e conhecimento tem nele, já havia visto o filme, mas ler o livro é bem diferente e a bem da verdade ‘engoli’ o livro.
Quando me mudei para Belo Horizonte gostava de ir à biblioteca pública fosse para estudar ou ler. Dois assuntos tomavam minha atenção, a inquisição e a segunda guerra.
Fui criada no catolicismo, o cristianismo católico, e quanto mais ia lendo tanto mais aumentavam meus questionamentos e meus estarrecimentos. Num outro momento, aqui postado, conclui a que me serviram os dogmas desta doutrina, me reprimir, oprimir e deprimir.
Desde 97 quando escutei o programa América Latina feito pelo companheiro George na rádio comunitária Santê FM e depois em 98 quando integrei o coletivo da rádio, tudo mudou. Buscando aqui, ali em leituras e observações, parei e não mais me considerei uma pessoa cristã, não mais me considerei uma pessoa que tenha religião, e também postado aqui, um irmão me diria, foi convertida.
Lendo em um pequeno livro da Coleção de Debates, um texto de Mário Vieira de Mello sobre Nietzsche tomei conhecimento do O Anticristo. Fui a um sebo e comprei o livro.
Acredito mesmo que Jesus tenha sido um homem fenomenal em todos os sentidos e fico vendo como ao longo dos anos toda a deturpação, toda a usurpação, todo o tipo de interesse mesquinho e destrutivo que fizeram e fazem em seu nome.
Comprei O Anticristo de Nietzsche e Nietzsche diz de Paulo o anticristo, nunca antes havia lido algo assim.
Fui pesquisar e li sobre o paulinismo, li sobre os antipaulinos, li o que Paulo fez ao disseminar o machismo, a homofobia, a escravidão, a submissão e o rebaixamento da mulher, a violência, o ódio, a fé cega, a rejeição da razão, o cerceamento da liberdade, a desfiguração do amor, então entendi um pouco mais a realidade.

3 comentários:

LauraAlberto disse...

ei, aqui também chove como o diabo, diabo

beijo
LauraAlberto

Assis Freitas disse...

tem coisas que nos fazem descortinar, assim os horizontes ficam mais encantados para contemplar,



beijo

Vais disse...

Ei, Laura,
pois é, e acho que chove para além do necessário

beijinho pela visita


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É, Assis, mas pra que os horizontes fiquem bem mais encantados para contemplarmos é preciso que haja abertura para tal, e sinto que o medo é uma grande barreira, não medo de um rato ou de um pernilongo da dengue, são outros medos muito mais terríveis

beijo pra você também