sábado, 15 de outubro de 2011

de anos atrás

talvez 96 ou 97.

Preciso ligar uma fonte estacionária de pensamentos. Supondo um absurdo: Uma espira circular com sua corrente tonta, girando, apenas do positivo para o negativo sem gerar campo algum.


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Num dezenove, ao abri-la, pensei: No onze que a mão acompanha quando queria o treze no jogo do resta um.

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As moléculas com seus giros – 3, 0 x 10m/s. Os dentes das engrenagens entraram pelos ponteiros. O círculo projeta sua sombra.

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Ontem conversávamos. A matéria não se sabe: Sumiu!!!! Decorada, enfeitada, ou simplesmente como veio. 


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Nem mais nem menos. A madeira, o ferro, o espelho. Imagens: bigodes, cabelos. Seres nus. Os homens no lago, as mulheres com tochas: fogo das noites. Pedras sobre pedras sob mesmo sei lá o que. E crianças ao redor. Muitas delas por aqui, ali e acolá, indo e vindo, pulando, correndo. De todo jeito elas sempre serão elas.

2 comentários:

Assis Freitas disse...

esses fragmentos giram em mim como satélites,



beijo

Vais disse...

deixe que girem, Assis, deixe que girem

tenho pra mim na palavra fragmento, um mistério, uma palavra intrigante, tempos atrás escrevi,

aconteceu em certo ano... mudaram-se as atitudes... as escritas não reproduzem fielmente - como achar expressões que transmitam exatamente o sentido do fragmento?

então fui buscar uns significados e encontrei este fragmento

"Fragmentos de borracha
e
cheiro de rolha queimada:
eis quanto me liga ao mundo."
(Carlos Drummond)

e me vem os fractais, uma pequena porção do todo onde se tem a noção do todo.

beijo pra ti