domingo, 16 de setembro de 2012

A memória das marcas


para Assis

A identidade impregnada nas palavras:
imagens, sons, odores
É só tocá-las
Vibram na frequência das ondas
Na aura do orbe
A cismar em mais de mil e uma alucinações
Um fio de cabelo caído na pedra
É só tocá-la
E todo código depositado:
fragrâncias, ruídos, melodias
Fatos impressos
Espaço magnetizado em captação profana
Eflúvios
Os giros dos vórtices velozmente
gerando campos carregados eletrificados
Luminosos
Invisíveis
Sentidos nos pelos
nas profundezas
Superfícies alisadas
tocadas pelas pontas
na espuma 
nos grãos
na mineralidade
nas condensações
na materialidade delirante 
da existência

6 comentários:

Assis Freitas disse...

obrigado minha querida, me deixaste emocionado e sem sílabas,


beijo

LauraAlberto disse...

é bem merecido o teu poema

os poetas seguem-se uns aos outros, beijinhos aos dois

Bípede Falante disse...

na materialidade delirante, gritante da existência, vem a poesia nos acalmar e conferir a leveza necessária.
ainda bem!
vem, poesia!
beijoss

Daniela Delias disse...

Linda tu, Vais...

Poema mais que demais :)

Mil beijos

dade amorim disse...

É essa materialidade delirante da existência que nós inspiramos, bebemos e daí vivemos.

Lindo, Vais!

Beijos

Vais disse...

também agradeço, Assis
as motivações, a emoção e o exercício

beijo grande


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merece sim :)

Grata, Laura
beijinhos pra tu também


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Saravá! Lelena
Beijos, moça Bípede


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Valeu, Dani!
Grata, querida

beijos


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Saudações, Dade
e comemos e cheiramos e sai pelos poros...

muchas grácias, querida Dade e beijo grande pra você