quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

volta às aulas

e aí vamos nós de novo pra mais um ano!
as meninas fofas Liz, Júnia e Elena em seus uniformes


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Um aparte
Minha profundidade é um tanto quanto rasa. Peço, não peço desculpas por isto, mas lá no fundo sinto, sinto o ferro em brasa marcando a pele, chamuscando os pelos. Queria não entender, porém compreendo os fios desencapados que faíscam quando atritados um no outro. Corrente de informações correntes vão, correm entre as veias, os veios, velozmente.
Estranha. É esta a palavra.
Que sai por os orifícios salgando a ferida, defumando a carne ao sol, sêca.
Seca nas fumaças do carvão em brasa que torra, esturrica. O bafo nos compridos tubos sobe em busca do ar para acinzentá-lo - quebramos as ligações (não querem ser livres? Então tomem!)
No firmamento os riscos prateados e os estrondos cegam e ensurdecem, tremem até os ossos.
Dos tufos da formação gerada caem a cântaros fuligens, fuligens.
Estranha. Uma palavra. Uma palavra que me define.
(01/02/12)

6 comentários:

sandra camurça disse...

Você não é estranha não. Se for, todos nós também somos. Como canta o Caetano: "de perto ninguém é normal".

Beijos carinhosos em ti e nas fofas :)

LauraAlberto disse...

a palavra aprisiona mas também liberta

(lindas as meninas, consegue-se ver o brilho do sol nos seus olhos)
Beijinho
LauraAlberto

Vais disse...

Ah, Sandrinha querida sou sim, sabe
mas, cada uma cada um de nós tem sua porção estranha uns mais, outras menos, e olha que dependendo da circunstância a estranheza até aumenta :)

essa frase que o Caetano canta me lembrei foi da pergunta na luta antimanicomial
'de perto quem é normal?'
muito da hora, é isso aí

pode deixar que vou dar os beijos carinhosos nas fofas e direi que são seus

beijos pra você também no ♥


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Ei, Laura
entre tantas
rótulo aprisiona
irreverência liberta

Grata, querida, pelo elogio às meninas, são mesmo uma luz

beijinhos pra ti também

Jorge Pimenta disse...

as palavras definem, é verdade. mas o meu receio é que foram inventadas pelos homens que as emprenharam dos seus próprios sentidos. se neles vivessem os [nossos] referentes...
beijinho!

Assis Freitas disse...

estranhas as palavras exasperam os florescimentos,



beijo

Vais disse...

matutando, Jorge, muitas palavras vieram depois das ações, por exemplo, já se corria, subia, caia, comia, chorava, juntava e tal e tal
e bem, nossos sentidos também foram nomeados, aí fico imaginando algumas cenas onde as palavras são dispensadas, se tem um pé de uma fruta qualquer e estamos famintos é só subir na árvore, apanhar a fruta e saciar a fome, se há uma raiva pelo outro num extremo da ignorância pode-se ir lá e dar um soco da cara sem dizer nada, ou se gostamos é ir abraçar e beijar
então, aí, é que é tudo uma doideira

beijinhos pra ti Jorge


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É, Assis,
e que venham os florescimentos dos lugares mais estranhos, são bem vindos

beijos pra tu