sábado, 28 de janeiro de 2012

95

imagem net

Brincadeiras! Como são boas as brincadeiras!
Tudo, nem sempre, diz a mesma coisa.
Estarei eu à distância infinita de mim?
Ou, estarei tão perto que contrario a lei:
dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço
Mas qual a nossa dimensão? Qual a dimensão do espaço?

São os dias estranhos que destroem seu trabalho.
A porta está aberta.
Monte às costas do pássaro, o vento mostrará o caminho.
As asas dos pássaros:
Relíquias que se transformaram em raros penachos nos cachos dos capachos.
Ainda são 11:55 de hoje um dia uma noite que é uma data e daqui a 05 minutos será outra data outro dia de dia de noite.
Pensei, pensei e pensei a respeito do pensamento:
O pensamento corre através do tempo que confunde com vento. Ou será através do vento que parece com tempo?
O tempo e o vento!
O vento é o tempo.
Voe tempo no vento!
Vento, carregue o tempo!
Ouço o bater de asas... as asas visíveis
Pinto. Paro. Escrevo e escrevo.
Se lerão? Quem sabe?
Ponha a máscara!
Os pilares a sustentam.
Decifre o código!
E ultrapasse as fronteiras do tempo.
O anjo será a testemunha.
Um despertador!
Será travada a batalha dos tempos!
A prova: suportar o tempo.
O prêmio: passe livre para voar no tempo com o vento.
Há muito, o relógio, desde quando fora inventado, já havia perdido a batalha.
– Transformara-me em vento! –  
O vento sopra. Tempo que leva o vento.
Relógio marca as horas. Um dia ele pára!
Os pilares sustentam...
A máscara grita: “abre-te sésamo!”
Abre-se a porta...
A máscara é o mistério!

O mundo de um outro mundo. O túnel era uma das portas. O trem estava parado, esperando. Fascinante, lindo. O túnel estava lá, não conseguia tirar os olhos. Completamente deslumbrante. Ainda viajarei naquele trem.
Acorde!
As vozes da música. Fantasmas dirigindo nas estradas. O fim sem fim.
As garotas no jardim.
Quem é aquela?
Eu não sei.

4 comentários:

Assis Freitas disse...

estou a meditar com este vento e este silencio, a acalentar palavras com o tempo,


beijo

Vais disse...

vento, silêncio e tempo
palavras que acalentam
um acalanto de um canto sem palavras apenas as cordas vibrando
um quando do tempo de muito vento sem palavras apenas o assovio em segredo nos ouvidos
e o silêncio um sábio parceiro

beijinho, querido Assis

LauraAlberto disse...

estaremos sempre longe de nós próprios?

beijinho
LauraAlberto

Vais disse...

Êta, moça, fiquei apertada

Mas, acho que não é sempre, mas em muitos momentos sim
são aquelas horas em dá vontade de esquecer tudo e virar outra longe, bem longe com o princípio de que se tenha a distância

beijinho pra ti também Laura