quarta-feira, 23 de novembro de 2011

97

Eram três. Vejo duas máscaras: do conhecer e do saber. A outra, quebrada numa festa, quando estava adoentada.

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Um tapa materializou-se. Uma flor para finados. Finados vivos. Afinadas cordas. Desafinadas línguas que se vão afinando num crescente descompasso, tensionadas num esgar sobem acima dos pensamentos, hipnotizadas pela flauta.

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A esfera divide-se. O disco é redondo. Os raios do círculo. Uma coroa circular. O piso olha as letras escalarem as paredes da pirâmide.

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Tem coisas espalhadas por aí: pedaços, fragmentos, estilhaços: palavras, frases ou versos? Orações formuladas num ônibus. Envelopes, papéis avulsos. E as no ar sem registros.



5 comentários:

Nina Rizzi disse...

o último foi o que mais gostei. mas é o primeiro que... nem sei dizer, rs!

beijos, bonita!

Assis Freitas disse...

tem tanta coisa por aí que se impregnam nas retinas e que os olhos precisam dar conta da existência,



beijo

Vais disse...

Grata, Nina, pelo gosto
E no primeiro, quem a adoentada? a outra, quebrada ou a figura, e o que a outra seria?

beeeeeeeeijo em ti Nina


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É um tanto de coisas, mas será Assis que precisamos mesmo dar conta da existência de determinadas coisas que se nos impregnam as retinas?

beijos, querido Assis

LauraAlberto disse...

de todos, o último
ainda bem que apareceste no Im.Possibilidade, tinha-te perdido
hoje, o meu dia já ganhou uma nova cor
Beijinho
LauraAlberto

Vais disse...

Que satisfação, Laura!
muito lindo seu comentário, fico feliz
beijo carinhoso