quarta-feira, 30 de novembro de 2011

UM SOM!!!

Marvin Gaye - Sunny

terça-feira, 29 de novembro de 2011

UM SOM!!!!

Bill Withers - Ain't No Sunshine


A tradução não é minha.

O Sol Não Brilha

O sol não brilha quando ela vai embora
Não faz calor quando ela está longe
O sol não brilha quando ela vai embora
E ela está sempre tão distante
Quase sempre, ela está partindo

Me pergunto para onde ela foi dessa vez
Me pergunto se ela se foi para sempre
O sol não brilha quando ela vai embora
E essa casa não é um lar
Quase sempre, ela está partindo

E eu sei, eu sei, eu sei...
E eu sei, eu sei, eu sei...
E eu sei, eu sei, eu sei...
E eu sei, eu sei, eu sei...
E eu sei, eu sei, eu sei...

Eu devia deixar essa garota em paz
mas o sol não brilha quando ela vai embora
O sol não brilha quando ela vai embora
Só há escuridão todos os dias,
O sol não brilha quando ela vai embora
E essa casa não é um lar
Quase sempre, ela está partindo
Quase sempre, ela está partindo
Quase sempre, ela está partindo
Quase sempre, ela está partindo
Quase sempre, ela está partindo

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

@(#)*&*(#)@=?}[]{!+\<>/:)

eu para mim é pouco.
algo se empenha
em sair de mim
como um louco. 
Maiakovski




Às vezes é um começo: ouvi dizer na televisão, no rádio ou li num jornal, revista, que somos da mesma matéria, ou aprendi no livro duma aula. É isto, os mesmos átomos.
Cientistas descobriram o núcleo e o transformaram em um graaaaande cogumelo gigante, tão gigante que quando aparece reina interno pra sempre. É a manipulação, é a fissão do núcleo do átomo. Somos da mesma matéria. 
A imagem desse cogumelão não permanece, mas dura um tempo à vista de quilômetros.
Não adianta mais, já o viram e mesmo depois do seu desaparecimento, seu espectro ronda.
E quem solta os cogumelões?
São os que não viram o céu, como fica de coloração sinistra. Não percebem que o fundo do mar é maravilhosamente colorido. Aquela grama verde do jardim é amassada violentamente pelos coturnos dos homens no deserto. Nenhum deles se encheu de torpor ao ter nos braços uma árvore ou afundaram os pés na areia quente. Os oásis do ocidente trazem a cabeça de hollywood em meio às dançarinas das mil e uma noite. O momento é efêmero e graças a descobridores temos acesso aos acontecimentos mundiais.
O que será que eles escondem?
A natureza não precisa raciocinar, muito antes pelo contrário, o sistema de defesa é o instinto mesmo. Uma lei, reação.
Os filmes sobre os animais remetem ao estudo do comportamento individual e nos ajuntamentos.
(2003 e umas poucas alterações)

sábado, 26 de novembro de 2011

E... Feito de Luz - Ana Cruz




Solidão

Júlia quer ter filho
e não consegue.
Ela nunca chora,
nem às escondidas.

Júlia quer ter filho,
mas está sempre com raiva
e nunca fala.
Sua madrasta anda dizendo
que Júlia quer ter filho
somente pela vaidade.

O que Júlia tem e não coloca pra fora,
está se transformando em pedra.

Há dias
em que fica demasiadamente fria
noutros,
extremamente quente.

Então a semente não resiste
e morre!

Vamos bater palmas,
vamos bater tambor, 
vamos fazer os demônios de Júlia
se manifestarem,
e depois colocá-los pra correr.

Vamos ensinar Júlia rir
de seus demônios.
Vamos ajudá-la a dar vassouradas
em seus demônios.

Vamos ajudar Júlia
a parir.

**************

Dona doida

Sentada à beira mar,
perdendo o sentido.
O real cai,
pensamento se estilhaça.

Alguém passa e pensa:
ela não conseguirá
retornar a seu estado
normal.

E qual estado normal?

A senhora retoma-se.
De cócoras
vai montando estilhaços em série.

Faz uma reza que aos olhos
da modernidade soa
como um dialeto qualquer.

Olha pro céu
de cara alegre.
E segue seu caminho
cantando:
a verdade me libertará.


************** em homenagem ao 08 de março de 2008 fiz uma postagem com outra poesia dela. Aqui. *************

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Um som!

Acho esta música uma delícia de música.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

97

Eram três. Vejo duas máscaras: do conhecer e do saber. A outra, quebrada numa festa, quando estava adoentada.

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Um tapa materializou-se. Uma flor para finados. Finados vivos. Afinadas cordas. Desafinadas línguas que se vão afinando num crescente descompasso, tensionadas num esgar sobem acima dos pensamentos, hipnotizadas pela flauta.

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A esfera divide-se. O disco é redondo. Os raios do círculo. Uma coroa circular. O piso olha as letras escalarem as paredes da pirâmide.

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Tem coisas espalhadas por aí: pedaços, fragmentos, estilhaços: palavras, frases ou versos? Orações formuladas num ônibus. Envelopes, papéis avulsos. E as no ar sem registros.



terça-feira, 22 de novembro de 2011

flores nos nossos vasinhos

Compramos os saquinhos com as sementes, um pra cada, Júnia e Elena.

A Júnia Liz escolheu amor-perfeito. Nossa, e como demoraram! Por enquanto só apareceram as amarelas, vamos esperar.


A Elena Liz escolheu esta, de nome muito complicado (depois coloco o nome, pois os saquinhos já se foram e não anotamos). Brotaram de duas cores.

Esta já está murchando. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

9 anos


Hoje, mais ainda, é da Júnia fofa Liz.
9 anos lindos e muito queridos.
Olha ela aí ao longo...


Roxo é a cor que mais gosta, junto ao rosa.

E no plano de fundo um desenho seu.
A lua com seu facho roxo 'roxêia' a menina e o tempo.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

um livro e um pedaço do prefácio, uma letra

Edição comemorativa de 30 anos de publicação em homenagem aos 90 anos do nascimento de Paulo Freire.


um trecho do prefácio:


Prefácio à nova edição

Ana Maria Araújo Freire
(...)
        É oportuno lembrar que para Paulo não havia dicotomia entre pensar e sentir. Ele foi mais longe nessa percepção – hoje em dia, aceita como verdade pelos cientistas das teorias da cognoscibilidade. Sempre afirmava que não pensava com a cabeça, mas com o corpo inteiro. “É o meu corpo inteiro, sensível, que me anuncia que há algo sobre o qual devo pensar no momento em que os meus pelos se arrepiam, o sangue corre rápido em meu corpo me ruborizando e sinto bater forte o meu coração. Esses são os sinais no e do meu corpo de que há algo em que devo pensar e me preocupar. É o meu corpo consciente que está me alertando, me dizendo: ‘Paulo, incida a sua reflexão crítica neste fato, neste evento, neste fenômeno’.”
        Essa comunicabilidade extrema percebida, constatada e gerada dentro de seu próprio corpo físico – que o torna também um corpo consciente desse diálogo dele com ele mesmo, que fez “transformar” seu corpo físico em corpo consciente – que Paulo generalizou e colocou como categoria de suas análises para propor o diálogo como princípio fundante para a transformação do mundo.
        Se não fora o corpo consciente, o que explicaria a sabedoria popular do homem e da mulher nordestinos, se eles e elas “apenas” sabem porque sentem? Que explicação poderíamos dar sobre o saber tanto – e muitas vezes com acuidade quase acadêmica – dos que não foram à escola, se não houvesse essa comunicabilidade corporal intrínseca aos seres humanos? O diálogo que a cultura pode despertar em quem quer conhecer o mundo por meio do que o corpo apreende e lhe diz através de emoções, sentimentos e intuições? O “homem da vara” que descobre os veios d’água há centenas de metros abaixo da terra? O “matuto nordestino” que advinha se vai chover ou não pelo canto dos pássaros? Como explicaríamos esses e outros saberes de quem quase sempre sequer sabe ler e escrever a palavra? Como sabem ler o mundo se não leem a palavra? Não há dúvidas de que o corpo consciente ensina e propicia a possibilidade de dizer a palavra feita pela leitura de mundo, mesmo que lhe falte a chancela da Verdade, pois ela é intuitiva, nasce dentro dos corpos que apenas sabem o que lhes ensina a experiência, a vida em comunidade, o senso comum.
(...)

(****A Júnia fofa Liz quis ditar e eu digitei.*****)


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Uma letra!!!!!

O pouco que procurei não encontrei a canção para podermos ouvir por aqui, o que dará pra curtir será somente a letra. 

Em cada canto...
Foka Senna

Cá nesse canto do mundo
A ironia, vira poesia
E vai pra rua ajudar

A contestar um sistema,
Furam-se filas, partem-se algemas,
Busca-se o novo no ar.

Em cada canto do olho
Um pranto pra derramar,
Em cada canto da boca
Um riso pra gargalhar.

Milhões de versos contando,
Ora um sonho, ora um engano
Que um sonho veio apagar.

No canto esquerdo do peito
Nascem mil sonhos, que viram versos,
Prá um povo inteiro cantar  

Em cada canto do olho
Um pranto pra derramar,
Em cada canto da boca
Um riso pra gargalhar.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

um som!

"Abra a porta e vá entrando"


Este vai para quem aqui das passagens e das paragens.



Imunização Racional (Que Beleza) - Tim Maia

Assim me sai e não quero me conter.

imagem:net

Ainda que me contradiga nalgumas colocações, há uma radical firmeza em uns posicionamentos (um irmão me falaria: foi convertida), e nenhum argumento é capaz de destituir da essência que em mim se faz ou da verdade que em mim se solidificou.
O sistema das relações capitalistas foi implantado pela parcela humana com pretensões ao poder absoluto de dominação. E através destas ‘novas’ relações fizeram vir à tona com toda a força o que de pior existe no ser humano. A síntese do desenvolvimento destrutivo:
Exploração, segregação, exclusão, preconceito, discriminação, egoísmo, inveja, ganância, injustiça, miséria, guerras, ditaduras, alienação, a competição perversa, a liberdade deturpada...
A ilusão das ilusões das ilusões de vida, de amor, de felicidade, de realizações
Um sistema do mal do mal do mal
Que mata mata e mata
O inferno aberto na superfície

imagem:net