segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Em terras (des)conhecidas


Minha objetividade é questionável. Não me faço objetiva quanto pretendia ou quanto deveria ser. Dispersa e viajante, me vejo um mar em partes e camadas divididas sem divisórias. Seres me habitam, as gotas emergem salgadas. Superfície ondulante, um oceano de matéria viva e dejetos. Alimento as profundezas povoada por diferentes seres de outra composição visual (a estética do que muito hoje se considera consegue por demais limitar, mas rio, estranhos seres, não a mais nem a menos do que as estranhas existências). Corais, valas, fendas, o estado vivo líquido a conduzir o habitado. O vento vem alvoroçado e alvoroçando a extensão externa e adentrando o imerso. Um mar de reinos, um oceano com vistas horizontais para quem de longe a mirar, terá. Porém,  apenas um mergulho e a imensidão de cores se toca. 

(04/08/11)

 

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Um Som!

Fuçando sobre canções com tema de mar, escolhi este vídeo e esta que vai.




Dulce Pontes - Canção do Mar  

6 comentários:

Assis Freitas disse...

eu choro rio e mar, subjetivo ao extremo


beijo

sandra camurça disse...

Lembrei de "foi bonita a festa pá/ fiquei contente/ inda quardo renitente um velho cravo para mim/(...)sei que há léguas a no separar/ tanto mar, tanto mar/ sei também quanto é preciso, pá/navegar navegar..."
Adorei a postagem. E esse marzão aí dá vontade de mergulhar ou navegar, navegar... :)
Beijos, linda!

dade amorim disse...

Muito bonita, essa postagem, Dulce.
Abraço grande.

Vais disse...

Ei, Assis
moço, eu também choro rio e muito a amar
amo
beijinho pra você

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Querida Dona Moça,
navegar, mergulhar
faça o que quiseres
e que coisa bonita de passagem que você colocou
grata, linda
beijos beijos

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Agradecida, Dade, sua presença e o gosto
e tudo muito emocionante neste vídeo da Dulce, confesso que me dá um não sei bem o que de aperto e alargamento
beijão pra você

Jorge Pimenta disse...

texto e som com o aroma supremo da maresia intersubjectiva.
beijinho, querida vais!
p.s. esta música da dulce pontes ameaça tornar-se intemporal.

Vais disse...

Ei, Jorge,
são as viagens que nem precisamos sair do lugar :) e a imaginação vai longe

do ps: 'vem saber se o mar terá razão'

beijinhos também querido moço