quinta-feira, 31 de março de 2011

Durante, cerca de uma hora, choveu muito, muito mesmo, um tanto que deve de ter feito vários estragos, mas a chuva não sabe disto, nós sabemos, eu sei. O pátio da Escola estava tomado de água, pois fica abaixo do nível da avenida e qualquer chuva que desce, chega, além da que cai lá. A biblioteca, que fica no nível do pátio, deve de ter enchido d’água. No mínimo, no mínimo, é angustiante, final do ano passado foram quase dois mil livros perdidos.

Falas:


_ O ser humano está destruindo a Natureza.

_ Quando as pessoas agridem o meio ambiente, interferem violentamente noutro sistema, em umas leis, não as leis destas pessoas, oooooutras leeeeeeis, então, há aquilo que denominamos, uma resposta. . . .


....Ainda continuo...

***Mas não por agora, prefiro colocar um som.***



terça-feira, 29 de março de 2011

antigo antigo

Senhor Platão, é a química dos corpos. Expressos, impressos. No pragmatismo da janela, treme todo, a fala perde-se, movimentos desordenados, perde-se o tempo e o espaço. Os olhos... Ah, os olhos! Únicos, nada em volta. O olhar procura seu ponto de fuga, e ali permanece a reparar nos ângulos, gestos e movimentos, sem jamais poder tocá-lo. .

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Por apenas um momento, fiquei invisível. Chamava, gritava, fazia gestos... e nada. Ela não me via nem ouvia! Assim, continuei invisível. . .


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**** A tradução da canção Dogs, na postagem anterior, tentei voltar com os versos um embaixo do outro, não rolou, tem hora que computador táia o sangue. *******

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sábado, 26 de março de 2011

UM SOMMM!!!!

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A tradução não é minha
. Dogs . Pink Floyd . Composição : Roger Waters / David Gilmour . . Cães . . . Você precisa ser louco, Você precisa ter um motivo de verdade Você precisa dormir sobre seus dedos do pé E quando você estiver na rua Precisa ser capaz de escolher a carne fácil Com os olhos fechados E depois se movendo silenciosamente, Contra o vento e escondido Você tem que atacar no momento certo Sem pensar. E passado algum tempo Você pode trabalhar em pontos por estilo Como a gravata E um firme aperto de mão Um certo olhar nos olhos, E um sorriso fácil Você tem que passar confiança Para as pessoas que você mente Para que quando elas virarem as costas Você tenha a chance de enfiar a faca Você precisa manter um olho Sempre olhando por cima do seu ombro Você sabe que ficará cada vez mais difícil, E mais dificil e mais difícil conforme vai envelhecendo É, e no fim arrumará as malas e Voará para o sul Esconder sua cabeça na areia Apenas outro velho triste e sozinho Morrendo de câncer. E quando você perder o controle, Você colherá o que plantou E à medida que o medo cresce, O sangue ruim azeda e vira pedra E é tarde demais para largar o peso Que você costumava jogar por aí Então se afogue, Enquanto você vai afundando sozinho Arrastado pra baixo pela pedra. Eu tenho que admitir Que estou um pouco confuso As vezes me parece Que estou sendo usado Preciso ficar acordado, e tentar sacudir Esse mal-estar rastejante Se não estou pisando em meu próprio chão Como poderei encontrar a saída deste labirinto? Surdo, mudo e cego, Você apenas continua fingindo Que todos são dispensáveis E ninguém teve um amigo de verdade E parece que a solução Seria isolar o vencedor E tudo é feito sob o sol E você acredita que lá no fundo todo mundo é um assassino Que nasceu numa casa cheia de dor Que foi treinado para não cuspir no ventilador Que foi ordenado pelo homem a o que fazer Que foi quebrado por pessoal treinado Que estava usando colarinhos e correntes Que levou um tapinha nas costas Que andava fugindo da matilha Que era apenas um estranho em casa Que foi triturado no fim Que foi encontrado morto ao telefone Que foi arrastado pra baixo pela pedra Que foi arrastado pra baixo pela pedra. . .

quinta-feira, 24 de março de 2011

clica que amplia.

Trouxe esta tirinha do F.,

lá do barro do sonho, do Marcello.

Pra dar um toque na minha contradição ou incoerência.


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Volto-me ao que já foi, talvez de 96.

Suposições ou especulações

Escrevo a mim mesma. Carta completamente narcisista. Oi, eu. Procuro não pensar em como sairei de tudo isso, e também por ser irrelevante. É meio torturante aquela torneira pingando, infinitamente, gotas no cérebro, formando um Sistema de Equações Complexas. Cada gota vem diferente da primeira, da anterior, daí a Teoria do Caos. Talvez, em raríssimos casos, a anti matéria não se encontre no outro, mas na própria matéria, que se perdeu ao nascer e é reencontrada na morte. Isto significa que eu procuro-me uma vida inteira, e seria interessante que houvesse luz. No caso dos átomos, já que somos feitos de átomos e há movimentação, estamos num estado de excitação constante, isto é, numa camada mais externa de energia. Fazemos combinações e soluções, e quando pronto, voltamos à origem numa emissão de luz. (tudo isso me chega com uma estranheza desconcertante) Uma vontade de alienação geral e irrestrita abate sobre mim. Não ler, pensar, ver, ouvir, falar, sentir, e de repente caio numa tão grande contradição: estou a escrever. Convivo com atitudes egoístas, uma vontade sufocante de dizer que o motivo da perda foi este. Será possível, tão difícil, entender que nada é de ninguém e ninguém é de ninguém? Acredito no Homem apenas como instrumento gerador de outros. Novamente caio em arrasadora contradição. A minha fronha foi feita em mosaicos. A passagem das viagens leva-me a vários lugares, muitas vezes espanto-me onde vou. Os lugares, o nada, o ar ou debaixo da terra, não importa aonde vá, até no nada sinto e sinto um nada, alguma coisa. Entro numa sala só, mas não digo: _ Aqui não tem nada! Tiro tudo de dentro dela, móveis, enfeites, quadros, ficando somente as paredes, o teto e o piso. Então, derrubo paredes, arranco o piso e deixo cair o teto, fico só no terreno. Então, tiro o terreno, camadas e camadas, até tirar toda a Terra, e projeto-me ao espaço, ao buraco negro. Ainda assim, não digo estar no meio do nada.

*Título e parênteses recentes.*

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Um Som!!!

Direto de Recife, Pernambuco!

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Tem outro passado, nem tanto passado, lá nabatidadoprego, ou como diz a Sandrinha Camurça, no toc!toc!toc!

.Grácias e afetos a tod@s!


terça-feira, 15 de março de 2011

HISTÓRIA MÁGICA - Mario Quintana

Era um perfume tão pesado que os corpos se amolentavam, rendidos, e uma névoa de banho de vapor esfumava o contorno das flores de pétalas abertas, dos frutos enormes, que pareciam prestes a cair. Não se sabia se eram cobras dormentes, ou lianas semi-vivas, aquelas coisas pendidas das galharias... Pássaros não se viam, nem sáurios furtivos, nem grandes ou pequenos quadrúpedes. Mas gritos misteriosos, que a gente não podia identificar, feriam de quando em quando os ouvidos, acordando-os do torpor em que os adormecia o zumbir ininterrupto dos insetos. Os pés chapinhavam, como em barro, no musgo verdoengo que tapetava o chão.Caminháva-mos, arquejávamos, sem dizer palavra. O nosso guia e rei seguia à frente, invisível, sua presença acusando-se (nas horas de maior angustia, parecia) por um agitar frenético de guizos. Um dia, não mais o escutamos e cada qual, com um ingrato alívio, seguiu seu próprio caminho. Cada qual se extraviou, sentou-se, enfim, para morrer.E cada um morria pensando invejosamente que os outros houvessem encontrado alguma coisa, uma fonte de virtudes nunca imaginadas, uma princesa, um mágico, algum Deus ainda bárbaro ou no seu mais adiantado estágio, mas sempre um Deus, mas sempre alguma coisa. Pensava em tudo isto, sim... e sentia, no entanto, um monstruoso orgulho de morrer sozinho...
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Eu numa Agenda de 1996

Não riam de mim só porque escrevo. Venho a querer coisas...
Não se sabe quem mais esquisito:
Coisas que espantam, trem que volta, negócios que aparecem.
Sherlock Holmes.
Se ir é progressivo, voltar nem sempre indica regresso(?).
A volta não é a volta em si. Ela vai e volta. Voltar e morrer. Tudo são maneiras...
Entenda:
A volta da vida na própria vida implica no morrer e viver, até mesmo voltar em única vida.
_ Meu caro, Watson! A volta...? Elementar!
(O redondo a girar no mistério do desconhecido)
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Recanto.
Tento achar uma explicação. É simples. A opção deixa a dúvida. Separavam-se!
Falando em neurônios. Ããããããã?
O comando obedece ao comando. A hierarquia das ações, o pensamento...
Giram em sentido anti-horário.
Lei:
Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço.
Usando a Terceira Lei de Newton:
Os fantasmas te perseguem, e vice-versa.
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As pessoas como pessoas inspiradoras. Os poemas plotaram noutros quadrantes, coloquial do espelho d’água. Um exemplo, falemos de coisa.
As nuvens ajustam-se ao olhar, às fantasias. As imagens aparecem e andam se contorcendo, formas disforme formas, novas formas surgem... formas...
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A freqüência do vento é dita pelo som. Penetrar e cair no mundo das paralelas – reflexo do infinito!
As casas moldam-se ao contorno.
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Delineio semânticas que expressem intencionalidades nos escritos que faço. São negativas, melancólicas, expoentes daquilo que sou. Embora talvez nem seja. De fato, crio mundos, percepções, confissões que não me traduzem ou sim. Não são auto-retratos ou são.
Nessa contradição permanente, esboço dicotomia, antinomia de mim. E por ser antagônica é que me faço ou não. Só existo na duplicidade proeminente que improvisa um mosaico, espelho de meu reflexo. Sou fractal. Pedaços que moldam esse todo compreendido somente enquanto tal.
Nacos de anseios, quereres, desilusões, alegrias e esse tudo-nada que me perfaz, complementam minha concretude. Substância errante perdida nos corpos fluídos das volições e angústias aconchegadas no colo escolhido para alentar a intensa profusão de ser.
Essas são expressões que germinam em momentos singulares, palavras jorradas da insana penúria de ambicionar e, muitas vezes, não poder objetivar subjetividades que, para outros, acabam não tendo significado.
Exponho-me a escrever porque nas letras encontro a matéria prima das caricaturas de alguém tão solta no mundo, que precisa se testar. E lego essas divagações ao efêmero ato de fazer daquilo que não é o que possa ser; do que possa ser o que não seja. Escrevo para transbordar esse eu dialético-dialógico transcendente e inesgotável. Sou não sendo.

domingo, 13 de março de 2011

BALAIO PORRETA 1986

http://balaiovermelho.blogspot.com/


Recomeço
Moacy Cirne

Sei do sonho:
procuro tua sombra na
penumbra
da memória líquida
e nada encontro.
A lua não é vermelha
não é violeta
não é verdecoisa
mas
os loucos da madrugada
anunciam as primeiras águas da manhã.
Sei do sonho?
Tua sombra pagã
é um corpo que me foge
das mãos cansadas de espantos
e abismos.
A árvore sonolenta
anoitece os meus delírios.
Não te vejo na claridade
do silêncio.
O sol é um pássaro ferido
na solidão
de meus gestos de meus gritos
e a hora cruviana
é uma graviola
grávida
de aromas e carnes
pronta para ser saboreada.
Sei.
Não foi um sonho.
Como encontrar,
então,
na
arquitetura fluvial
de meus quereres,
as linhas
e curvas
de teu corpo barrento-canela?
Ah, não! Ah, sim!
Existe um
grande sertão
nas veredas da minha paixão.
E eu sei do sonho.
Procuro tua sombra líquida
e nada encontro.
A lua não é verdeluã
mas tua sombra pagã
anoitece os meus delírios.
Como encontrar,
sol e solidão,
a arquitetura colonial de teu corpo fluvial?
Como encontrar,
no silêncio de meus gritos,
tua sombra teus aromas tuas carnes?
Sim,
não.
Tua memória vermelha
é uma sombra grávida de morenezas e reentrâncias
azuis.
Docemente azuis.
Barrentas e azuis.

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O Som!!!


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sexta-feira, 11 de março de 2011

PRAEUMEOUVIR

http://praeumeouvir.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Mil demônios
Atravessam
Meu corpo
Mil dores
Cortam
Minha carne
Mil sentires
Retalham
Meu saber
Mil saberes
Estraçalham
Meu senso
Mil duvidas
Atravessam
Meu sim
Mil suspiros
Interrompem
Meu gozo
Mil olhos
Enxergam
Meu oculto
Mil vozes
Contestam
Meu dizer
Mil mentes
Reprovam
Meu viver
Mil viveres
Afrontam
Meu modo
Mil olhares
Censuram
Meu alvitre
Mil seres
Condenam
Meu pensar
Mil vezes
Serei
EU

Mariê

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quarta-feira, 9 de março de 2011

Um Som!





Por partes, até pra responder:)

Quando esta gravação saiu, em VHS, uma das irmãs comprou. Ouvimos muito, vendo e dançando, também.
Tem uma versão de Você não serve pra mim, que é do caralho. Das versões que conheço, feitas das canções que o Roberto Carlos canta, é a que mais gosto. Querendo, aqui.

terça-feira, 8 de março de 2011

8 de março

montagem minha

Para Loba.

y para las mujeres en las luchas.


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Paulo Leminski

nem toda hora

é obra
nem toda obra
é prima
algumas são mães
outras irmãs
algumas
clima

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Um Som!!!!!!
É a voz deste pernambucano.
Um pêssego: cheirosa, gostosa. Um veludo: suave, macia. Enternece que até amolece.



Ao feminino que habita.
A liberdade. A igualdade. A justiça. A fraternidade. A luta. A força. A dança.
A música. A arte. A poesia. A prosa. A energia. A magia. A fantasia. A ousadia. A indignação. A imagem. A doideira. A máscara. A palavra. A mulher. A ...

segunda-feira, 7 de março de 2011

cantando o Tom

Águas de Março
Tom Jobim


São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

(em nosso coração)


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cantando o Biquini


Cai Água, Cai Barraco
Biquini Cavadão

Cai água, cai barraco
Desenterra todo mundo
Cai água, cai montanha e enterra quem morreu
É sempre assim todo verão
O tempo fecha, inunda tudo
É sempre assim todo verão
Um dia acaba o mundo todo

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Aqui chove, chove, chove...
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Bom resto de carnaval pra tod@s!
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