quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Ira! e Zine

E de cara: O SOOOOMMMMM!
Hoje vamos bater de dvd, pirata da melhor qualidade, do chegado da banquinha, e com garantia, senão não tem os clientes.
Cheia de empolgação: IRA!!!!
Não é de hoje prefiro o Ira!
Anos 80, o ouvido colado na Terra FM,
Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasiuiuiuiuiuiu!
As novas e as antigas:
núcleo base; dias de luta; rubro zorro; flerte fatal; poço de sensibilidade; vivendo e não aprendendo; envelheço na cidade; ...
E mais aquelas que eles não cantaram:
pobre paulista; gritos na multidão; tolices; longe de tudo; ...
O carequinha arrasa, quebra tudo nas letras e no violão.
Curto, mas é um monte.

Acústico MTV - Ira!
Lançamento2004

Frota Pirata
DE ONDE SAIU ESSA TAL DE FANZINE?

A fanzine surgiu nos idos da década de 30, no megalômano EUA, fugindo do formato usado pela chamada imprensa tradicional. É uma revista de fã, feita por fã, e para fã.
A palavra fanzine é uma junção abreviada das palavras fan (fã) e magazine (em inglês, revista).
No início, as fanzines eram publicações de ficção científica, que começaram a ter grande adesão no movimento Dadaísta, explodiram na década de 60, com o movimento Underground, e se consolidaram na década de 70, com o movimento Punk.
A primeira fanzine punk se chamava “Sniffing Glue” (cheirando cola) e foi publicada na Inglaterra, em 1.976, pelo ex-bancário Mark P., que escreveu uma crítica sobre a banda americana Ramones. Essa fanzine possuía 08 páginas e 200 cópias feitas em xerox, mas, com o crescimento da zine, as cópias foram aumentando, e a edição de número 04 teve uma tiragem de 800 cópias, e a de número 10, de 8.000 cópias, mas já impressas em xerox off-set, com distribuição para além dos territórios ingleses.
No Brasil, a primeira fanzine de que se tem notícia é a “Factor Zero”, publicada em 1.981. Nos anos seguintes, as zines foram se multiplicando e aparecendo das maneiras mais diferentes possíveis, cumprindo o importante papel de divulgação das informações do movimento, preservando a cultura punk, colocando todos os seus anseios e desejos mais profundos e contundentes, e, principalmente tornando este veículo de informação acessível não só aos punks, mas a todos os interessados.
As zines são veículos de comunicação que socializam informações, formando e informando o leitor, dando mais adesão aos movimentos (culturais, populares), pois estabelecem pontos de referência (assuntos) comuns, e colocando em contato direto pessoas de regiões e países diferentes através de listas de endereços de bandas e de outras fanzines interessadas em discutir e divulgar idéias.
Em sua maioria, as zines não são veiculadoras de propaganda comercial. Suas apresentações gráficas (xerox off-set, em geral) e seus conteúdos, com linguagem espontânea, rebelde e “agressiva”, não atraem investidores e, logo, não permitem esse tipo de manifestação que acabaria com sua opção de ser independente, autônoma e alternativa.
Na fanzine, o autor experimenta colagens, computador, desenhos, pirataria, etc, em busca de uma linguagem própria.
Atualmente, a fanzine envolve segmentos ou gêneros bastante distintos, podendo ir de zines GLS até zines culturais – como é o nosso caso – e cada vez mais a zine vem ganhando força política. Mesmo que só queira falar de skates ou divulgar e comentar novas bandas, é um forte veículo de afirmação de propósitos, e o caminho mais rápido entre a idealização e a obra.
Esperamos que a imprensa mundial continue sempre sendo inundada pela imprensa alternativa, e que as palavras do já citado aqui Mark P., ecoem forte por muito tempo; e também que importantes reflexões como a do alternativo Glauco Mattoso (grande poeta, escritor, humorista e mais um monte de coisas legais) sirvam sempre como importantes pontos de questionamento sobre as zines, nos ajudando a sempre melhorar este veículo de divulgação de idéias, que tanto amamos e queremos que sempre esteja fortalecido.
Viva a imprensa alternativa, até mais ver, beijos!

Meola & Bizarro

PS: “Todos vocês, garotos, não se satisfaçam com o que nós escrevemos”. Saiam e comecem suas próprias zines, ou mandem suas críticas para a imprensa do sistema. Vamos pegá-los pelos nervos e inundar o mercado com a escrita Punk!” – Mark P.

...“A fanzine desafia as regras da imprensa convencional. Primeiro, o editor não é parcial – é parcialíssimo. A fanzine nunca é comercial, normalmente dá prejuízo, e não existe compromisso com venda em banca ou com a periodicidade. Por último, a fanzine é, na maioria das vezes, uma publicação do Autor; ou seja, uma pessoa sozinha faz a zine inteira – às vezes, abre espaço para colaborações, mas não é comum a pluralidade de opiniões.” – Glauco Mattoso.

A capa desta edição está no recanto.

2 comentários:

sandra camurça disse...

Massa esse texto informativo. Valeu!
Beijim.

Halem Souza (Quelemém) disse...

Falaste da rádio Terra no início da sua postagem. Que saudade me bateu... Cadê as rádios de rock de BH?

Sobre fanzines: achei o texto reproduzido aqui muito bom e fico imaginando como deve ter sido bacana o tempo em que ralavam juntos pra produzir a zine de vocês, as reuniões no Maleta... E acho que a Web tem tudo pra abrigar (e bem) os fanzineiros que não têm condições de imprimir o que escrevem. Um abraço.