segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Descoberta

Na realidade, rádio e zine, pertecem a um passado.
A rádio, a Santê, foi fechada em outubro de 2000, a zine, Pirata Zine, antes impressa, hoje mantida virtualmente pelo Pirata, que contou de como ela surgiu no Diário de Bordo - Resistência, aqui
http://zinedopirata.blogspot.com/2007_04_01_archive.html .
Como escrevi, este texto vem sendo construído desde uns dias atrás, a primeira parte, Mudanças está no
www.recantodasformas.blogspot.com .
Então, desta vez, numa falta da máquina mais próxima, sentimentos com relação ao blogue geraram diferenciadas reflexões que me fizeram escrever das tais, e estas reflexões vieram com mais sustância, com dados mais substanciais para argumentações.
Tive a intenção de transcrever alguns trechos de dois textos, mas pra fechar essa minha lenga-lenga e dar continuidade à vida do (Re)Canto, serei breve.
O primeiro texto que cito é do camarada Professor Halem, Alienação e poesia de 16/08/07, http://racaodasletras.blogspot.com/2007_08_01_archive.html
.
O outro texto é de Roy Frenkiel, Não morri! (Ainda),
http://osintensos.blogspot.com/2007/09/no-morri-ainda.html .
E as primeiríssimas páginas de 10 Dias que abalaram o mundo de John Reed
, que fala da importância da história.
Todos eles me tiraram a sensação, que se fazia presente, da inutilidade relacionada ao blogue e de como me parecia inútil relatar o que andei fazendo nas minhas militâncias.
Dai, me dei conta do quanto esse sentimento era sinistro.
Após a decisão de colocar um som no (Re)Canto, um sentido tomou forma quanto ao que o caracterizaria.
O programa que fazia na Santê, Canção e Falação, tinha muita canção e, putz, muiiiita falação. A linha dele era uma mistureba, mas com critérios, musicalmente falando, e na falação, muita contestação, denúncias, falava das histórias que não nos contaram e das atualidades distorcidas e tendenciosas que estavam nos jornais e das que não estavam, e os temas, preferencialmente ligados às lutas cotidianas por justiça e igualdade, contra preconceitos raciais e contra toda a espécie de discriminação, e uma forte relação com os movimentos sociais e de esquerda. Entenda-se esquerda, não uma relação exclusiva partidária, mas sim, esquerda na postura, nas atitudes, sempre lembrando das incompletudes que nos fazem seres humanos, e que nos permitem alterar, por mais incompletos, e se assim quisermos, a realidade.
Concluindo, este blogue terá uma carinha do que eu fazia na Santê com uma inclusão de temas novos, como o da maternidade e todo o universo que a envolve.


Saravá.

O som que vai é o acústico de Cássia Eller, de 2001.
A música, Luz dos Olhos (Nando Reis).

E eu vou guiando
Eu te espero, vem
Siga aonde vão meus pés
Porque eu te sigo também
Eu te amo,
Eu te peço, vem
Diga que você me quer
Porque eu te quero também
.

=> Indico da amiga e conterrânea Janaína, Jajá, Jana, moça batalhadora, gente super boa, o www.janasce.blogspot.com .
=> O Camarada Professor Halem me deu uma tarefa, é o meme, ficará para a próxima postagem.

Saudações em todas as línguas.

4 comentários:

ACANTHA disse...

Me parece que seja qual for a cara e a forma, VAIS, vindo de você, será da melhor qualidade!

Fernanda Passos disse...

A música que citou ouço todo santo dia no meu carro. É uma de minhas preferidas. Dá uma saudade de não sei o que....uma nostalgia sem rosto, nem forma.
Um beijo Vais.

Fernanda Passos disse...

Ah! E quero debater sobre maternidade. Nisso aí tenho uma estrada curta, mas intensa.
Ahhhhhhhh! e bote intensa nisso.
bj.

Vais disse...

Grata pelas palavras Acantha, e eu fico pensando nisso de quantidade e qualidade, e penso de novo sobre as distorções modernosas.
Abração

Olá Fernanda, gosto bem da voz da CEller e deste disco também e dos outros.
Mães, mulheres, fêmeas, filhos, experiências, educação,crianças, filhas, nossas, dos outros...
Abração