sábado, 19 de janeiro de 2013

Trago o drama pra cá



Moro onde não mora ninguém
Onde não passa ninguém

Onde não vive ninguém
É lá onde moro
E eu me sinto bem
Moro onde moro” ....
(Moro onde não mora ninguém – Agepê)

Experimentei, só que não deu pra continuar, a falta de pose foi maior.
Do que se trata: título.

Mas, Quem sabe, sabe
Conhece bem 
Como é gostoso 
Gostar de alguém”...
(marchinha de carnaval)

Trago as contradições pra cá

Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei!”...
(o portão – Roberto e Erasmo)

Para este recanto exposto.

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Te sentia naquela canção. Ao vento, ao relento. Lento e leve, como um gato,como um pássaro.
Dois prá frente, dois pro lado, um volteio. 
A saia rodada se enchia de ar. Um sopro, um balão, rodopios.
Te sentia as mãos na curva da cintura, pernas entre pernas. Em seu pescoço, minhas narinas ofegantes.
Te sentia e era o fim. No meio da pista paramos, e nossos rastros passos nos levaram.
(nov/12)

“Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer”...
(certas coisas – Lulu Santos e Nelson Motta)

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Leandro Konder – O futuro da filosofia da práxis – O pensamento de Marx no século XXI

Págs 139-140

“O diálogo não elimina as contradições (ao contrário, as pressupõe), mas lhes dá um tratamento especial, cuidadoso, reflexivo, porque nele o exercício da crítica se completa com a autocrítica. O outro introduz no movimento do meu espírito uma referência capaz de conter o ímpeto voluntarista, o exagero veleitário que nasce do subjetivismo típico do isolamento. A “liberdade” com que eu me afirmo na ação só consegue se tornar mais concreta na medida em que se completa com o reconhecimento da dimensão da “necessidade”, representada pelo outro. O outro me põe em contato com uma realidade que o isolamento pode me impedir de enxergar.
            O movimento pelo qual o sujeito se realiza só se torna efetivamente objetivo quando se torna intersubjetivo, isto, é, quando vai de um sujeito a outro, em busca da volta. Nesse movimento, acaba-se por alcançar um nível em que a divergência persiste, porém deve se combinar com uma convergência, que se cria em torno do esforço por uma melhor compreensão mútua.
            Recorro a uma ilustração: estou convencido das minhas razões, mas admito que elas não são perfeitas. Reconheço, mesmo, que as razões do outro podem me proporcionar uma ocasião significativa para ampliar meus horizontes, arejar meu pensamento, fundamentar com maior solidez meu ponto de vista. Reconheço no meu interlocutor alguém que, mesmo defendendo idéias que recuso,desempenha uma função essencial na minha auto-renovação, no enriquecimento do meu conhecimento, na superação das crispações dogmáticas que podem estar sempre ocorrendo comigo sem que eu me dê conta delas.
            Quando as necessidades do conhecimento prevalecem – em função da própria dinâmica da práxis da cidadania –, torna-se imperioso respeitar o outro, empenhar-se em entender o que ele tem de mais forte na sua posição, em vez de golpear o que ele tenha eventualmente de mais fraco.”



O SOM!!!!

The Moody Blues - Nights In White Satin

3 comentários:

Assis Freitas disse...

lendo-te e ouvindo: para ver-se em si e o outro aqui



beijo

LauraAlberto disse...

é bom ler-te
e relembrar os moody blues, as saudades

beijinho

Cris de Souza disse...

Gostei da cantoria; minha filosofia é de andorinha.

Beijo!