terça-feira, 5 de junho de 2012

mistérios e contradições



Não precisam muitas, bastam poucas palavras pra que eu abra, arreganhe, escancare...
Rompo o casulo, o ovo de mim.
Nem que, por vinte e quatro horas;
Nem que, por a vinda do bico de um pássaro ou de uma língua de sapo;
Nem que, por a rede, e que no movimento, vá parar na ponta do cone.
Borboleta, mariposa, libélula: aos ares.
Mas, por azar ou sorte, entro pela abertura, atravesso o gargalo e quedo no fundo, junto à página, e com ela arrolhada, lançadas ao mar.


Um Som!!!!!

Nicolas Krassik - Corsário (João Bosco e Aldir Blanc)

2 comentários:

Assis Freitas disse...

a palavra só precisa de ímpeto para levitar,


beijo

Jorge Pimenta disse...

no dorso da palavra quantos impulsos se escondem?... o vidro que as envolve, translúcido, mesmo que colorido e grosso, não deixa mentir.

beijo, vais!