terça-feira, 10 de janeiro de 2012

uns de 95 e um som

através da fumaça, as casas...
é a dança do rebolado!
casas que só verei...
de outros cigarros
não tema!
a grade impede a queda


*************

desconhecido vem do conhecido acrescido do prefixo des. 
negação nasce de um lado, afirmação do outro.
novas expressões:
qualquer dia se encontram
uma,
_ você é conhecida
_ e tu és dez

****************

tudo foi apagado. 
palavras deram lugar aos desenhos
a mente guarda
a borracha vem do tronco
o grafite carbono
como apagar um pensamento?
simplesmente esqueça-o

*****************

passa uma carruagem
os cavalos a levam
passeiam pelas brumas
ao entardecer entram
na densidade da floresta
o sol leva o dia
a lua trás a noite
o momento da troca: qualquer momento
as metades:
metades inteiras unidas
inteiras a formarem metades
não tenha medo!
a confusão pode ser estável

*******************

os instantes entram pelas janelas dos quartos
as ondas dançam
a música toca
o instante entra na onda das ondas
sentada na varanda
a casa é grande e velha
velha como o tempo
a criança  olha, vê e enxerga tudo
que não é nada
nada:
que não é nada
que não quer nada
que não sabe nada
o nada é inútil!
nada para...
então, pára!
o tempo para...
então, pára!
anda, tempo!
comece seu próprio ciclo
a sucata está cheia de relógios!
já não são mais necessários

*****************

O Som!!!!

O poeta aprendiz 


2 comentários:

Assis Freitas disse...

entre tantos desconcertos, os relógios pulsam insanos



beijo

Vais disse...

tac tic
tac tic
tac tic
desse jeito, né, Assis!
:)
beijinho