terça-feira, 23 de agosto de 2011

músicas pra dormir

Canção Popular

Boa noite

Diga ao menos boa noite

Abra ao menos a janela

Pois eu canto é pra você

Durma durma

Durma e sonhe com os anjinhos

Pra amanhã acordar cedinho

Pois eu canto é pra você


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Cebola Cortada

Composição: Petrúcio Maia / Clôdo 

O Orvalho da noite
Brinca na luz do luar
Quem acredita em sereias
Sabe os segredos do mar
A cachoeira cantando 
É a canção natural 
Sempre lembrando pra gente 
Que amar nunca faz mal
Teu amor é cebola cortada meu bem
Que logo me faz chorar
Teu amor é espinho de mandacaru
Que gosta de me arranhar
Teu olhar é cacimba barrenta meu bem
Que eu gosto de espiá

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Se Essa Rua Fosse Minha

Cantigas Populares

Se essa rua
Se essa rua fosse minha 
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhante
Só pra ver
Só pra ver meu bem passar
Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração

Tu roubaste
Tu roubaste o meu também
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Foi porque
Só porque te quero bem

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Serenô    
Composição: Tânia Maya

Serenô, eu caio, eu caio


Serenô, deixai cair
Serenô da madrugada
Não deixou, meu bem, dormir

Minha vida, ai ai ai
É um barquinho, ai ai ai
Navegando sem leme e sem luz
Quem me dera, ai ai ai
Ter agora, ai ai ai
Os faróis dos teus olhos azuis

**** (ficamos nestas duas estrofes do serenô)*******


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Prece Ao Vento

Composição: Gilvan Chaves / Alcyr Pires Vermelho / Fernando Luiz Câmara

Vento que balança as palhas do coqueiro
Vento que encrespa as ondas do mar
Vento que assanha os cabelos da morena
Me trás notícia de lá
Vento que assovia no telhado
Chamando para a lua espiar
Vento que na beira lá da praia
Escutava o meu amor a cantar
Hoje estou sozinho e tu também
Triste, mas lembrando do meu bem
Vento diga, por favor,
Aonde se escondeu o meu amor
Vento diga, por favor,
Aonde se escondeu o meu amor

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São as canções que cantamos para as meninas na hora de dormir, de vez em quando umas variações e sai Tudo Outra Vez de Belchior, Maringá de Joubert de CarvalhoNuvem Passageira de Hermes Aquino, mas como não sei toda a letra fico nesta parte:

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai
Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois esta pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

 

Outra noite dessas, já passando da hora de dormir, coloquei as duas nas camas e comecei a cantar, e elas com olhos de meio dia pediram uma mais animada. Pensei e pensei, então veio, riacho do navio..., e é o som que vai.

 

Este é mais um vídeo com o Fagner que só tem mesmo o som e nada de imagens.

Riacho do Navio e Forró no Escuro são de autoria de Gonzagão numa versão do Fagner.


O Som!!!!!



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Este vai

Para Sandrinha Camurça querida doce revolucionária hermanita.


Para @s de agosto:


Marcelo Carota querido anjo, Ernanda querida irmã, Clarice linda e graciosa sobrinha, Daniel  que foi vizinho, Fa demônio o primeiro, papais, estudantes, fundação da UNE, Jornal Sem Terra, Revolta dos Muckers(RS), Saúde, Emiliano Zapata, Fidel Castro, Florestan Fernandes, Carlos Drummond de Andrade, Raul Seixas, Garcia Lorca, Elvis Presley, massacre dos Sem-Terra em Corumbiara(RO), Herbert de Souza Betinho, Revolta dos Alfaiates(BA), Maria Margarida Alves, massacre dos Astecas, Leon Trotsky, Woodstock, Hiroshima e Nagasaki, anistia política no Brasil, fundação da CUT, fora Collor, marcha dos cem mil, D. Helena Greco.


Se você é do agosto, vai.


Se você curte, vai.



O Som!!!!!!

 

Tempos modernos Lulu

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Em terras (des)conhecidas


Minha objetividade é questionável. Não me faço objetiva quanto pretendia ou quanto deveria ser. Dispersa e viajante, me vejo um mar em partes e camadas divididas sem divisórias. Seres me habitam, as gotas emergem salgadas. Superfície ondulante, um oceano de matéria viva e dejetos. Alimento as profundezas povoada por diferentes seres de outra composição visual (a estética do que muito hoje se considera consegue por demais limitar, mas rio, estranhos seres, não a mais nem a menos do que as estranhas existências). Corais, valas, fendas, o estado vivo líquido a conduzir o habitado. O vento vem alvoroçado e alvoroçando a extensão externa e adentrando o imerso. Um mar de reinos, um oceano com vistas horizontais para quem de longe a mirar, terá. Porém,  apenas um mergulho e a imensidão de cores se toca. 

(04/08/11)

 

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Um Som!

Fuçando sobre canções com tema de mar, escolhi este vídeo e esta que vai.




Dulce Pontes - Canção do Mar  

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

volta às aulas

Dia 02/08 começamos o segundo semestre e para saudá-lo, minhas saudações nas saudações de Moisés Augusto no Depois de muitas luas..., em suas

Minhas saudações...
Aos homens e mulheres,

que se despiram das máscaras que vestimos para suportar a vida, e ousam dizer um não sempre renovado à imagem imposta pela mediocridade que os cerca e condena às sombras, o eu real - o eu mesmo -, feito de carne e osso, faminto de tesão e fantasia, talhado dentre as pedras que correm no leito da caminhada; águas de muitas margens e faces ocultas, machucadas pelas pedradas atiradas pela antepenúltima mentira. Escândalo, no reino da hipocrisia! Impertinência! Sem licenças ou imprimatur...

Aos que não se venderam por trinta moedas aos podres poderes, sabedores de suas tramas, sua lama e armadilhas; não mendigaram suas benesses e status, nem se prostraram diante do altar do vil metal;


Aos que tem a ousadia de extrair da longa caminhada a grande lição: conhecer é sentir bem lá dentro as agruras e também os beijos do estar aqui, saborear os iguais no apetite dos sonhos de mãos entrelaçadas e passos largos, ninados pelas causas que não conhecem a morte; 


Aos que atrevidamente decifram os códigos e rituais vigentes, grávidos de vazios e horizontes; que levantam os véus de sentidos que encobrem verdades não-ditas, que moldam o viver;


Aos que incessantemente buscam desvendar os segredos e interditos da ordem imposta, ainda que para virá-los ao avesso;

Aos que não se enquadram na moldura e, desnudos das fachadas pintadas de medo - clausura dos que temem voltar-se para a boca da caverna e sentir seu calor e clarão -, (re-)desenham formas e sentidos outros, aqueles que não sufocam o poeta, nem os corações em festa de alforria, ao romper a milésima algema e destronar as correntes que abortam o canto e o desabrochar da flor;

Enfim, aos que descobriram nas páginas da vida rios caudalosos de liberdade e o sentido da palavra por excelência: DIGNIDADE! E por isso mesmo, se fizeram resistência e ternura: Gente no calor das lutas!

Moisés Augusto Gonçalves, Postfacio in Horizontes da luta social - os sujeitos da política (2010)