segunda-feira, 8 de março de 2010

tanto mar

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ariadne

líria porto

teu verso é potro indomado
a galopar pela pradaria

vez por outra para
bebe água
alimenta-se
depois segue o vento
alcança o horizonte

meu verso é grilo
saltita do chão à parede
aos vasos de folhagem
não ultrapassa o compasso
o círculo o circo
a teia de aranha

teu verso é cabo de aço

o meu
fio de linha

*


pá lavra e enxada

líria porto

mato e morro
morro e mato
e não é suicídio
nem assassinato

é mato verde
é morro alto
é viver a vida
longe do asfalto

*

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