sexta-feira, 31 de outubro de 2008

cantaré, cantaré

O sommmmmm!!!!!

MERCEDES SOSA

Luna Tucumana
(Atahualpa Yupanqui)
Yo no le canto a la luna
porque alumbra nada mas
le canto porque ella sabe de mi largo caminar.
Ay lunita tucumana
tamborcito calchaquí
compañera de los gauchos
en la senda del tafí.
Perdido en las cerrasones
quien sabe vidita por donde andaré
más cuando salga la luna
cantaré, cantaré
a mi Tucumán querido
cantaré, cantaré, cantaré.
Con esperanza o con pena
en los campos de Acherse
yo he visto a la luna buena
besando el cañaveral.
En algo nos parecemos
luna de la soledad
yo voy andando y cantando
que es mi modo de alumbrar.
Perdido en las cerrasones
quien sabe vidita por donde andaré
más cuando salga la luna
cantaré, cantaré
a mi Tucumán querido
cantaré, cantaré, cantaré.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Me fiz em três terços:

Primeiro terço: Inocência
Segundo terço: Malícia
Terceiro terço: Ingenuidade

Então, são as paradas que rolam nos (re) canto (s) e nos campos dos comentários das queridas freqüências.
E, reforma daqui, reforma dali, também passo por revisões.
Abraços e Beijos

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

arteiras

um teste, por Júnia e Edel

outro teste, por Júnia, lá no Recanto.

:0)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

uma cartilha

Pois, muito bem, a Inês, esta graça de mulher, me enviou uma cartilha, produzida na década de 70, na Alemanha, e algumas educadoras, professoras brasileiras, começaram a trabalhar com ela, traduzida, em algumas escolas, e a cartilha causou tanto constrangimento numa das escolas, ao ponto de uma das professoras querer banir de lá essa pouca vergonha.
Pois, muito bem, em pleno século XXI, ainda querem manter o repolho, a cegonha, e mais um monte das hipocrisias que estão na cabeça e na prática das gentes por aí.
Como estamos entre adultos, brinquei um pouco nos títulos.
Por estes tempos estou lá no Recanto.

inté.

:=}

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Mais Marx

É muito satisfeita que trago este moço para este canto de caxanga, lá do Vermelho.


20 DE SETEMBRO DE 2008 - 16h34
Cesar Benjamin: Karl Marx manda lembranças

O que estamos vendo não é erro nem acidente. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas. Em meados do século 19, Karl Marx já havia revelado como este jogo se dá.


As economias modernas criaram um novo conceito de riqueza. Não se trata mais de dispor de valores de uso, mas de ampliar abstrações numéricas. Busca-se obter mais quantidade do mesmo, indefinidamente. A isso os economistas chamam "comportamento racional". Dizem coisas complicadas, pois a defesa de uma estupidez exige alguma sofisticação.
Quem refletiu mais profundamente sobre essa grande transformação foi Karl Marx. Em meados do século 19, ele destacou três tendências da sociedade que então desabrochava: (a) ela seria compelida a aumentar incessantemente a massa de mercadorias, fosse pela maior capacidade de produzi-las, fosse pela transformação de mais bens, materiais ou simbólicos, em mercadoria; no limite, tudo seria transformado em mercadoria; (b) ela seria compelida a ampliar o espaço geográfico inserido no circuito mercantil, de modo que mais riquezas e mais populações dele participassem; no limite, esse espaço seria todo o planeta; (c) ela seria compelida a inventar sempre novos bens e novas necessidades; como as "necessidades do estômago" são poucas, esses novos bens e necessidades seriam, cada vez mais, bens e necessidades voltados à fantasia, que é ilimitada. Para aumentar a potência produtiva e expandir o espaço da acumulação, essa sociedade realizaria uma revolução técnica incessante. Para incluir o máximo de populações no processo mercantil, formaria um sistema-mundo. Para criar o homem portador daquelas novas necessidades em expansão, alteraria profundamente a cultura e as formas de sociabilidade. Nenhum obstáculo externo a deteria.
Havia, porém, obstáculos internos, que seriam, sucessivamente, superados e repostos. Pois, para valorizar-se, o capital precisa abandonar a sua forma preferencial, de riqueza abstrata, e passar pela produção, organizando o trabalho e encarnando-se transitoriamente em coisas e valores de uso. Só assim pode ressurgir ampliado, fechando o circuito. É um processo demorado e cheio de riscos. Muito melhor é acumular capital sem retirá-lo da condição de riqueza abstrata, fazendo o próprio dinheiro render mais dinheiro. Marx denominou D - D" essa forma de acumulação e viu que ela teria peso crescente. À medida que passasse a predominar, a instabilidade seria maior, pois a valorização sem trabalho é fictícia. E o potencial civilizatório do sistema começaria a esgotar-se: ao repudiar o trabalho e a atividade produtiva, ao afastar-se do mundo-da-vida, o impulso à acumulação não mais seria um agente organizador da sociedade.
Se não conseguisse se libertar dessa engrenagem, a humanidade correria sérios riscos, pois sua potência técnica estaria muito mais desenvolvida, mas desconectada de fins humanos. Dependendo de quais forças sociais predominassem, essa potência técnica expandida poderia ser colocada a serviço da civilização (abolindo-se os trabalhos cansativos, mecânicos e alienados, difundindo-se as atividades da cultura e do espírito) ou da barbárie (com o desemprego e a intensificação de conflitos). Maior o poder criativo, maior o poder destrutivo.
O que estamos vendo não é erro nem acidente. Ao vencer os adversários, o sistema pôde buscar a sua forma mais pura, mais plena e mais essencial, com ampla predominância da acumulação D - D". Abandonou as mediações de que necessitava no período anterior, quando contestações, internas e externas, o amarravam. Libertou-se. Floresceu. Os resultados estão aí. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas. Karl Marx manda lembranças.
:o]